Gestão de Projetos

10 técnicas de brainstorming para usar com sua equipe

13 min de leitura | 07 de abril 2022

Quem não gosta de ter uma boa ideia, não é mesmo? Equipes de trabalho então se debatem rotineiramente em busca daquela fagulha de criatividade que originará uma nova solução importante – mas será possível produzir uma ideia? Bom, é necessário, ao menos, criar situações e ambientes propícios para isso.

Em um time de trabalho, nem todas as pessoas pensam de forma parecida, e isso nem seria o ideal: é muito mais enriquecedor quanto mentes diferentes se complementam. Mas para que tudo funcione da maneira esperada, é interessante que sejam promovidas oportunidades para o debate criativo – o famoso brainstorming. Siga na leitura para entender um pouco mais sobre esse processo e conferir sugestões de técnicas de brainstorming para usar com sua equipe!

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O que é brainstorming?

Em tradução literal, brainstorm significa “tempestade cerebral”, o que costuma se traduzir para chuva de ideias. Parte-se daí para chegar ao brainstorming, uma atividade voltada para explorar o potencial criativo e intelectual de uma pessoa ou de um grupo, com foco em um objetivo específico.

Nessa atividade, as instruções básicas são soltar ideias, debatê-las, anotá-las e decidir quais podem ser executadas. A regra principal é: quantidade é melhor que qualidade. Sim, você não leu errado. Essa máxima, que na maioria das vezes é utilizada na outra ordem, é essencial em um processo de brainstorming.

Isso porque as pessoas não podem ter vergonha de sugerir. Nesta atividade, nenhuma ideia é errada, errado é não dar ideias. É preciso ter em mente que só com base em inúmeras sugestões infundadas é possível chegar na solução perfeita e, portanto, é preciso que haja muitas proposições.

 

Principais pontos de atenção

A ideia de juntar diversas pessoas para debater ideias pode parecer mais simples do que de fato é, e a verdade é que ela tem alguns desafios bastante específicos e é preciso ficar de olho neles.

Um dos grandes desafios é evitar que todos se prendam muito rapidamente a uma ideia que foi dada no início e, por conta disso, não consigam oferecer muitas novidades a partir daí. 

Outra questão que pode ser delicada nesse processo é o fato de que muitas vezes, por conta das diferenças de personalidade, os debates se tornam desiguais: as pessoas extrovertidas dominam a situação, dando várias ideias, enquanto as mais introvertidas têm mais dificuldade de participar. 

É preciso prestar atenção especial a esses dois aspectos para tentar contornar a situação, incentivar a participação de todos e a sugestão de ideias diferentes durante toda a atividade: todas serão anotadas e, portanto, é possível deixar para depois o momento de desenvolver as “melhores” de forma mais aprofundada.

 

Técnicas de brainstorming

Agora que você já sabe o que é brainstorming e quais são os principais desafios aos quais é preciso se atentar, confira algumas diferentes técnicas para propor para sua equipe.

Mapa mental

A técnica do mapa mental foi apresentada pela primeira vez pelo psicólogo inglês Tony Buzan, com o intuito de ajudar a organizar e memorizar pensamentos lógicos – mas ela também serve perfeitamente bem aos propósitos de um debate criativo.

Para realizá-la, é preciso contar com um quadro ou grande folha em branco e ao menos uma pessoa que fique responsável por escrever as palavras/ideias ditas. O interessante aqui é que cada tema/palavra-chave pode dar origem a outras ideias que vão então se ligando à original. 

Essa técnica de brainstorming é muito utilizada porque os elementos visuais costumam ajudar bastante na organização das ideias, e ver as propostas sendo registradas ao vivo acaba servindo como estímulo para a participação de todos e inspiração para novas sugestões.

 

Brainwriting

Essa é uma técnica que pode ser bastante eficiente para incentivar a participação de colaboradores mais tímidos. Isso porque, neste formato de brainstorming as pessoas são convidadas a escrever suas ideias anonimamente em cartões, que são embaralhados e depois lidos e debatidos pelo grupo.

A opção de dar sugestões de maneira anônima pode ser um grande “quebra-barreira” para os mais envergonhados, mas é claro que não se pode acomodar nesse tipo de processo: talvez ele seja ideal para um primeiro momento e em equipes que ainda não estão tão integradas, mas é preciso superá-lo nas próximas vezes!

Análise SWOT

Muito relacionada a processos de planejamento estratégico, a análise SWOT também é um método que pode ser utilizado em brainstormings. A técnica, bastante difundida, visa identificar as forças, fraquezas, oportunidades e ameaças relacionadas a um projeto e pode ser utilizada, também, para promover o debate de ideias. 

Seus quatro pilares focam em ajudar a descobrir quais são os pontos fortes e fracos de uma ideia, de quais diferentes maneiras é possível aproveitá-la e, é claro, quais problemas poderiam aparecer se ela fosse implementada. 

 

Guardanapo de ideias

Essa técnica de brainstorming é dividida em dois momentos, um deles individual e o outro coletivo. Como o próprio nome sugere, cada participante é convidado a escrever sua ideia em um guardanapo e pensar em como defenderia essa proposta em um “papo de elevador”: aquela oportunidade rápida que surge quando você tem 1 minutinho de contato com um diretor ou investidor, sabe?

Esse exercício é interessante, inclusive, para o treino de habilidades de defesa e eloquência. Depois que todos registram nos guardanapos suas ideias, é a hora então de apresentá-las rapidamente para o coletivo, que selecionará as que se destacaram para desenvolver e levar adiante. 

Desenvolvimento de rascunhos

Duas cabeças pensam melhor do que uma, não é verdade? Três, quatro, quanto mais olhares sobre uma mesma ideia, maiores a chances de que ela seja aperfeiçoada. Essa técnica parte da seguinte atividade: cada pessoa do grupo escreve sua ideia em uma folha de papel e… passa adiante para o colega ao lado, que deverá então complementá-la, e assim por diante, até que cada folha com uma ideia passe por todos os membros da equipe.

Para que o processo não fique maçante, o ideal é que ele seja realizado em grupos pequenos. Depois que todas as ideias ganharam todos os olhares, é a hora de analisar os resultados e encontrar os melhores.

Essa é outra técnica que costuma funcionar bem em grupos com muitos participantes introvertidos, já que grande parte da atividade é feita por escrito.

Técnica How Now Wow

Em tradução literal para o português, essa técnica leva o nome de “Como, agora, uau”, e ela consiste justamente em categorizar as ideias de um debate dentro dessas três opções, levando em consideração tanto sua facilidade de execução como sua qualidade.

Ideias consideradas “como” são muito interessantes, mas não facilmente executáveis. As consideradas “agora”, por sua vez, são de fácil execução… mas talvez não tão bacanas. Encontrar uma ideia “uau”, portanto, é o objetivo principal deste tipo de brainstorming, já que essas são aquelas consideradas tanto interessantes quanto facilmente executáveis.

O ideal aqui é encontrar aquela solução que é possível de realizar em um tempo não muito longo e que vai causar impacto e diferença no projeto ou na empresa, destacando-o entre os concorrentes.

Técnica das soluções impossíveis

Essa é uma técnica interessante para debates que visam a solução de um problema – e ela parte justamente da liberação da equipe para inovar “sem limites”, já que a proposta da atividade é que os colaboradores apresentem soluções impossíveis.

Ao serem convidadas a sugerir aquilo que não é possível fazer, o time se desprende de parâmetros e limitações e consegue ir muito mais além – e, por incrível que pareça, em meio a toda essa liberdade e inspiração começam a surgir, também, as soluções possíveis.

Análise de brechas

Essa técnica é praticamente um contraponto de anterior: enquanto uma visa estimular as pessoas a pensar sem limites, essa estimula a pensar justamente sobre eles. Esse brainstorming é uma boa ideia para quando uma ideia já existe e precisa ser melhor trabalhada. 

A ideia, portanto, é colocar a ideia na mesa e incentivar a todos que pensem e apontem as “brechas”, ou seja, os problemas que dificultam sua realização. Parece uma atividade muito pessimista mas, muitas vezes, é preciso olhar para os obstáculos insistentemente para começar a encontrar maneiras de driblá-los, e esse é justamente o objetivo dessa técnica.

Técnica de debate em turnos

Se a sua equipe é muito dividida entre pessoas extrovertidas que tendem a dominar os debates e pessoas introvertidas que acabam participando menos, a técnica de debate em turnos pode ser uma boa opção.

Isso porque os turnos se dividem de maneira que o próximo só pode começar quando todos tiverem dado suas ideias, e cada um tem direito a apenas uma por turno – de forma que isso tende a acalmar o ímpeto dos mais extrovertidos e cobrar a participação dos mais quietinhos. 

As ideias ruins primeiro

A alma de um brainstorming é, justamente, fazer as pessoas entenderem que não existe ideia ruim – ruim é não ter ideias. No entanto, por mais que isso seja muito básico na teoria, pode ser complicado na prática. Pessoas tímidas ou perfeccionistas costumam ter um enorme receio de apresentar suas ideias e elas soarem como bobas ou inadequadas.

Essa técnica propõe um ótimo quebra-gelo inicial, já que instiga as pessoas a falarem primeiro sobre suas ideias ruins. Dessa forma, elas se sentem mais confortáveis para expor sugestões que elas acreditem não ser tão bacanas e, acredite, daí podem sair excelentes ideias. 

 

Como realizar um bom brainstorming

Muito além da técnica escolhida, no entanto, é necessário planejar e conduzir a atividade de maneira adequada para que ela renda frutos. Confira algumas dicas:

  • É necessário que haja um facilitador, que para organizar a atividade e intermediar o debate
  • Avise sobre o brainstorming com certa antecedência, para que os colaboradores possam se preparar
  • Deixe muito claras as intenções da atividade, para que ela não fique fazia: a qual objetivo se pretende chegar?
  • Estimule as pessoas a sair do convencional na hora de propor sugestões
  • Cuide da cultura e do ambiente do projeto e da atividade, para que todos se sintam incluídos e estimulados a contribuir
  • Combine mais de uma técnica, se necessário, para criar processos ainda mais dinâmicos
  • Coloque os resultados em prática para que a equipe consiga enxergar que os processos fazem sentido

Depois deste conteúdo, é a hora de colocar tudo em prática e incentivar as ideias na sua equipe! Se você gostou do texto, continue acompanhando o blog da FlowUp para conferir mais informações sobre cultura de trabalho, organização, produtividade e muito mais!